quarta-feira, 9 de março de 2011

Escolha Ser Feliz

a porta de um espaço terapêutico...










...O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas se sobrepoe as fronteiras da imunidade.
O plantio é livre, a colheita é obrigatória ... preste atenção no que você esta
plantando, pois é exatamente o que irá colher... e o corpo realmente fala.
Nossa saúde e nossas vidas dependem de
nossas escolhas.

Cuidado com a bebedeira

Você vai ao bar e bebe uma cerveja.
Bebe a segunda cerveja, a terceira, e assim por diante.
O teu estômago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo "Caracas véio... o
cara tá bebendo muito líquido, tô cheião!!!"
Teu estômago e teu cérebro não distinguem que tipo de liquido está sendo ingerido, eles sabem apenas que é líquido.
Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: "Caramba, o cara tá maluco!!!

E manda a seguinte mensagem para os rins "Cara, filtra o máximo de sangue
que tu puder, o hômi aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar
isso tudo pra fora" e os rins começam a fazer até hora-extra, filtram muito
sangue e enchem rápido a bexiga.
Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a
cor normal, meio amarelado, porque, além de água, vêm as impurezas do sangue
O rim aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estômago
manda outra mensagem pro cérebro "Cara, ele não pára, socorro!!!" E o
cérebro manda outra mensagem pro rim: "Véio, estica a baladeira, manda ver
aí na filtragem!!!"
O rim filtra feito um louco, só que, agora, o que ele expulsa não é o álcool
ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso
que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais
você continua bebendo, mais o organismo joga água pra fora, e o teor de
álcool no organismo aumenta, e você fica mais "bunitim".
Chega uma hora em que você tá com o teor alcoólico tão alto que teu cérebro
desliga você. Essa é a hora em que você desmaia... dorme... capota...
resumindo: essa é a hora em que o teu ... não tem dono!
Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo
veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber,
e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele"
Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o cérebro dá a seguinte ordem pro
sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem que tirar esse veneno do
corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água
muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles, e assim a gente
consegue jogar esse veneno fora".
O sangue é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece às
ordens direitinho e, por isso, começa a retirar água de todos os órgãos.
Como o cérebro é constituído de 75% de água, ele é o que mais sofre com essa
"ordem", e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.
Então sei que, na hora, a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber,
bebam de meia em meia hora um copo d'água, porque na medida que você mija,
já repõe a água.
Texto elaborado especialmente para a "Confraria do Passoca"


Sabia que…
… tomar água na hora correta maximiza os cuidados no corpo humano?

2 copos de água depois de acordar ajudam a ativar os órgãos internos.
1 copo de água 30 minutos antes de comer ajuda na digestão.
1 copo de água antes de tomar banho ajuda a baixar a pressão sangüínea.
1 copo de água antes de ir dormir evita ataques do coração.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O RESGATE DE JOHN

John é um cachorro tímido. Na casa da minha irmã, onde ele mora, os outros cães sempre festejam a chegada dos donos e visitas dos mais próximos. John, não. Ficava na dele. Até vinha ver quem tinha chegado, mas sem muita extravagância.

No fim da manhã do dia 13 de janeiro, tive de ir até a casa da minha irmã, mandar arquivo por email. Não havia ninguém em casa e percebi que a cachorrada latia desesperadamente. Depois de mandar o email, fui ver o que acontecia lá na rua. Os cães latiam lá em baixo, descendo o barranco, perto da tela.

Estavam lá o Roth (um rothwailler), o Pitoco e o Dunga (linguiças) e a Tuca (raça indefinida). E o John? Havia dois dias que John tinha desaparecido misteriosamente. Pensei que ele havia morrido e os seus companheiros estavam me avisando. Realmente era um aviso, mas não de morte. John havia caída numa fossa de sete metros de fundura. Eu estava sem celular. Era hora do almoço, mas eu abriria mão da refeição para salvá-lo.

E agora? Como tirá-lo de lá? Procurei uma escada e uma corda. Porém, a corda era muito fina e a escada muito curta. Enquanto pensava em uma solução para o resgate, o amigo tímido grunhia e a uivava, pedindo pressa. Lembrei que tinha uma extensão de fio elétrico no porta-malas do carro. Fiz uma laçada e tchan: consegui laçar o cão pelas patas traseiras. Faltava puxá-lo de lá (essa foi a pior parte).

Nunca pensei que um Pastor Alemão pudesse pesar tanto quando suspenso. Depois de cinco minutos, com o animal de cabeça para baixo, eu ainda não havia conseguido retirá-lo da fossa. O fio se enviava para dentro da terra do barranco e dificultava ainda mais o resgate. John se desesperava, mas sabia, de algum modo, que aquilo era uma ajuda e não maus tratos.

Passei a corda na cintura e gastei o que ainda me restava de energia. Os músculos tremiam com a força e o fio deixava vergões que virariam ematomas na parte lateral e superior do fêmur. Amarrei o fio num moeirão e puxei John mais perto do buraco. John estava imundo.

O fedor da fossa me fez perder o que ainda me restava de apetite, mas não pude deixar de dar cinco palmadinhas amigas na lateral da cabeça do bicho sujo e fedido e exclamar: "Aeeee, garooooto! Tá tudo bem agora!".
Na verdade, ainda não estava. John precisa de água e comida. Bebeu e comeu a vontade, depois me olhou com ares de agradecimento. Agradece até hoje. Depois daquela feita, cada vez que chego na casa da minha irmã, ele é o primeiro a me receber, com uma faceirice de guri.
Naquele resgate, perdi o almoço e machuquei o quadril. Mas ganhei um coração canino de eterna gratidão. Valeu a pena! Eu poderia ter voltado pra casa e chamado os bombeiros. Mas o sentimento de compaixão pelo ser canino me dizia que não havia tempo suficiente. John entendeu assim também.



Urgel Souza é jornalista formado pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Um
contador de histórias, que gosta de belas fotos, d
e natureza, de animais (com exceção de gatos); que valoriza os momentos simples da vida; amante da música e da cultura em geral; e que, às vezes, arrisca algumas frases de efeito baseadas em emoções e nostalgias.
Conheça mais acessando o blog http://urgelsouza.blogspot.com/

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Plástico Bolha Virtual.


Agora sim... seus problemas acabaram!!!!
Sabe aquele plástico, cheio de bolhas de ar, que é ótimo de ficar estourando? Pois é... agora existe uma versão online! É uma ótima maneira de se acalmar! Melhor do que Maracujina ou Floral! Mais rápido que Lexotan! E mais barato que psiquiatra! É o Plástico Bolha! Agora em versão eletrônica e reciclável! Resolvendo um problema ambiental ! ! ! Indique para sua esposa . . . Ponha o som bem alto, clique abaixo e então clique em cima das bolhas
(Se usar o modo Manic Mode, não precisa nem clicar é só arrastar......)

Plástico-Bolha virtual - CLIQUE AQUI

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O SOFRIMENTO ANIMAL - SOB A ÓTICA ESPÍRITA - Parte 1

PERGUNTAS RESPONDIDAS POR MARCEL BENEDETI.


"O sofrimento, nos animais, é um trabalho de evolução para o princípio de vida que existe
neles; adquirem por este
modo os primeiros rudimentos de consciência." (Léon Dennis)

Uma das cenas mais cruéis que observamos contra os animais são aquelas em que matam os touros aos poucos e sob os aplausos da multidão. Isso demonstra que os países envolvidos nessas práticas são menos evoluídos?

R: Nós somos seres em estágio evolutivo atrasado e ainda nos divertimos com espetáculos de

sangue. É a herança do animal predador de antigamente que ainda vive em nós. Estamos em graus diferentes de entendimento e por isso há os que ainda se comprazem em assistir a estes espetáculos abomináveis e há os que não suportam ver algum animal sofrendo. No entanto é temerário dizer que esse ou aquele país é mais atrasado ou mais adiantado espiritualmente. Não podemos dizer que uma nação toda é mais adiantada ou mais atrasada em função da análise de um único aspecto de sua cultura. Cada país é constituído por pessoas ou indivíduos e cada individualidade é acompanhada de sua personalidade. Creio que não são todas as pessoas que se divertem vendo o sofrimento de animais na arena, mas os que veem nisso uma forma de divertimento não são diferentes daquelas que viveram há séculos ou milênios na Roma antiga e se divertiam ao assistir gladiadores morrendo em lutas sangrentas. Isso demonstra uma defasagem evolutiva que necessita de maior elaboração individual.

"O sofrimento é de modo geral, como agente de desenvolvimento, condição do progresso." (Léon Dennis)

. Você escreveu em seu livro que os animais se desligam facilmente de seus corpos físicos quando são atingidos por algum sofrimento que possa levar à morte, sem dor. Essa informação não seria
um estímulo aos que não gostam dos animais, já que, acreditando que não sintam dor, poderão maltratá-los ainda mais?

R: Creio que haja algum mal-entendido sobre este assunto, pois não é este o intuito da informação: este mecanismo de desligamento automático também pode acontecer conosco, os humanos. Há poucos dias assisti a um documentário que falava sobre sobreviventes de acidentes graves. Eles, os sobreviventes, contaram que passaram por situações semelhantes, isto é, ao se verem diante da possibilidade de morte iminente, desligaram-se do corpo físico, assim que aceitaram a impossibilidade de sobreviver, e viram-no a distância, como se já não fizessem mais parte da realidade do mundo físico, sofrendo menos quando chegasse o momento derradeiro. Parece-me que este mecanismo é comum aos animais de modo geral. Não podemos esquecer que somos animais também. Se alguém usar este argumento para maltratar animais, significa que o faria do mesmo modo se não soubesse deste mecanismo de defesa do corpo e do Espírito.

É importante que este mecanismo somente é ativado em situações em que há a possibilidade de morte rápida. Quando o sofrimento é constante e lento, este mecanismo não é ativado e a dor é

perceptível e persistente até o momento da morte. Neste caso o animal morrerá sofrendo.

"Todos os seres têm de passar por ele (sofrimento).
Sua ação é benfazeja...mas somente podem compreen-
dê-la aqueles que sentiram seus poderosos efeitos."
(Léon Dennis)

Ouvi dizer que os animais não sofrem e que são retirados de seus corpos antes de sofrerem. Isso é verdade?

R: Os animais, assim como nós, possuem sistema nervoso que serve para fornecer informações sobre o meio ambiente em que está. O sistema nervoso é para nós e para os animais, entre outras finalidades, um instrumento de sobrevivência. A dor, que é uma interpretação deste sistema corporal, serve para indicar a presença de perigo ou risco à sua sobrevivência. Quando sentimos, por exemplo, uma dor aguda na pele, isso indica que há, talvez, algo encravado nela. Este aviso de dor serve para tratarmos de retirar o que estiver incomodando e causando algo que o corpo entende como desequilíbrio. Ao pegarmos um objeto quente demais, o largamos, antes mesmo que nosso cérebro, que percebe ações conscientes, possa saber a temperatura perigosa. É uma ação instintiva de defesa do corpo contra injúrias causadas pelo ambiente. Por serem mais primitivos do que nós, os animais apresentam maior sensibilidade, ou mais instintos, quanto à presença do perigo. Portanto sentem dor. No entanto quando o corpo é acometido por algo que o atinja de modo rápido, fulminante e que permita que ultrapasse o limiar da dor perceptível ao cérebro, o mecanismo de separação entre o corpo espiritual e o físico é ativado automaticamente e o corpo sutil acaba sendo lançado, como se fosse por uma catapulta à distância do corpo físico para amenizar o sofrimento e evitar dores desnecessárias.

Assim como ocorre conosco, os animais possuem outros mecanismos que visam amenizar as dores físicas. Quando nós assustamos, uma grande quantidade de adrenalina, que é um hormônio ligado aos atos instintivos, é lançada na corrente sanguínea provocando uma diminuição do calibre dos vasos periféricos (da pele), fazendo diminuir o sangramento e a dor na área afetada. Por isso as pessoas dizem que no momento do acidente não sentiram nada e somente perceberam a extensão das lesão depois que "o corpo esfriou", ou seja, depois que a adrenalina saiu da circulação.

"A dor e o sofrimento são duas extremidades das sensações.
Para suprimir uma e outra seria necessário suprimir a sensibi-
lidade." (Léon Dennis)

. Quando vejo um animal na rua abandonado penso: "Que São Francisco de Assis tenha piedade de você". Será que isso ajuda?

R: Deus e Espíritos elevados como na figura de São Francissco têm piedade de todos os seres independentemente de nós pedirmos para que façam isso. Desejar que os Espíritos prestem auxílio aos animais necessitados ajuda, mas o maior auxílio, já que o sofrimento é físico, vem de nós que poderíamos prestar um socorro a estes que nos surgem à frente. Se encontrarmos animais e pessoas sofrendo pelo caminho, não é por acaso, pois o acaso não existe, é porque há uma necessidade de que ajamos em favor deles. Não podemos pedir que os Espíritos façam a nossa parte, porque cabe a eles cuidar da questão espiritual e a nossa parte é prover-lhes as necessidades físicas, alimentando ou medicando da melhor maneira possível. Se não há condições para isso, ao menos lhes dê o seu carinho.

Alguém pode dizer que não poderia sozinho melhorar o mundo e que sua ajuda insignificante em nada ajudará. É um engano pensar assim. Lembre-se daquela história de um senhor que andava pela praia atirando de volta ao mar algumas estrelas do mar, pois o sol já nascia e aquecia a areia. Uma pessoa que passava e o viu, disse:

"Não percebe que são milhares delas pela praia? Não fará diferença devolver somente algumas ao mar". O senhor respondeu sem parar de atirar os animais de volta ao mar: "Para este faz diferença, e para este também, e para este outro também, e para este outro também ... ". Em seguida estavam os dois atirando os pequenos seres de volta ao mar.

"Ambos são necessários à educação do ser, que em sua evolução
devem experimentar todas as formas ilimitadas, tanto do prazer
quanto da dor." (Léon Dennis)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

UMA HISTÓRIA REAL E EMOCIONANTE... OU COMO O AMOR PODE TRANSFORMAR OS ANIMAIS...




Já ouvi falar que o AMOR modifica as pessoas. Mas, não tinha noção de quanto esse sentimento pode também modificar os animais.
Meu marido trabalhava numa empresa de alimentos, e como a indústria era muito grande, e ao lado de uma favela, volta e meia apareciam cães perdidos por lá, o que não é permitido, e eles então eram levados para o Canil Municipal. Muitos cães, por sua beleza, ou simpatia foram adotados pelos caminhoneiros que ficavam estacionados na frente da empresa, esperando serem chamados para fazerem transporte das cargas.


Entretanto, meu marido reparou que havia um cão de olhar doce, muito maltratado, cujo rabo estava quebrado (isso nós vimos depois), muito magro, e que não despertava simpatia por ninguém. Ele passou a alimentá-lo do lado de fora da empresa, e no 3.dia não resistiu e o levou para o nosso veterinário de confiança, onde ficou para tomar banho, vacinas e finalmente o trouxe para casa. NOTA: nós moramos cerca de 1h30 da empresa onde ele trabalhava.
Eu quase enlouqueci, pois já tínhamos 3 cães em casa (yorkies), e mais um seria um trabalho enorme, até porque é um cão de porte médio, e que além de tudo, tinha um distúrbio: quando contrariado, passava a rodopiar em torno de si, tentando morder a pata... E isso tudo em meio a latidos e rosnados de meter medo a qualquer um.
Ou seja, não era um cachorro manso, como meu marido havia dito... Não sabia andar de coleira, e se puxado, dava estes ataques em plena rua, fazendo com que nossos vizinhos todos olhassem de cara feia para a gente. Perseguia gatos, e tentava atacar todo cão que via pela frente.
Tentamos a ONG CONSCIÊNCIA ANIMAL que existe em nossa cidade, e que abriga cães abandonados. Porém, o sítio estava lotado, como era de se esperar. Fiz amizade com a responsável pela ONG, uma pessoa abnegada, que dedica seu tempo ao bem-estar dos animais. É um anjo sem asas (pelo menos, não que eu as tivesse visto!). Esta ONG nos encaminhou para um veterinário, que procedeu com a castração e o corte do rabo, que estava quebrado.
A recuperação do BRANCO (colocamos este nome, porque após o banho, o pelo se revelou desta cor!) foi difícil. Ele teve que usar o colar elisabetano (aquelas cúpulas de abajur no pescoço), e mordeu todo o colar. Nesta fase, ele tinha ataques constantes, e nossa sorte é que moramos em um condomínio, que é a segunda casa dos nossos vizinhos, que moram na capital. Então, os mesmos só estão aqui nos finais de semana. Mesmo assim, nestes dias, sofríamos com os ataques do Branco, e os vizinhos tinham medo de passar na frente da nossa garagem (mesmo estando fechada).
Num destes ataques, ele destruiu o colar pós-cirúrgico, e conseguiu alcançar sua própria perna para mordê-la. Meu marido ficou preocupado e tentou segurar sua pata, para evitar que ele a mordesse, porém, o Branco acabou mordendo a sua mão, o que fez com que fosse parar no hospital...
Desta forma, após a sua cura e reestabelecimento, anunciamos a adoção do Branco, sempre explicando sua condição de cachorro abandonado, com problemas neurológicos. Passei a me inteirar sobre o assunto em sites e fóruns de discussão sobre comportamento canino, e comecei a dar ao Branco, gotinhas fitoterápicas para agressividade. Acredito que isso tenha ajudado bastante na sua recuperação como um cão normal.
No início, não conseguíamos nem fazer carinho nele, pois bastava colocarmos a mão em seu dorso, para que ele tivesse um ataque e quisesse se morder. Sim, ele nunca quis nos atacar, mas sim, a si mesmo.
Uma vez, no pátio do condomínio, saímos com ele de coleira e como ele teve outro ataque, a mãe de um dos vizinhos que visitava a filha moradora, e que estava observando tudo falou: -Não sei porque não sacrificaram este bicho! Aquilo me chocou profundamente, mas por ter sofrido tudo o que sofremos, até cheguei a pensar que talvez ela tivesse razão... Minha sogra também estava muito preocupada, até com o bem-estar dos outros cães da família. Afinal, bastava uma bocada do Branco para dar cabo da vida de um yorkie em um segundo...
Enquanto tentávamos uma adoção, fomos aos poucos dando carinho, deixando-o sozinho enquanto tinha os ataques (pois soube que eles fazem isso também para terem atenção - provavelmente, ele foi um cão criado desde filhote sem amor, e que só ganhava atenção do dono, quando este o batia), dando alimentação de qualidade, e dessensibilizando-o, escovando e secando seu pelo, e ensinando-o alguns comandos, como pedir com a patinha, sentar, não pular...
Recebemos algumas ofertas de candidatos a adotarem o Branco, mas sempre achávamos um motivo ou outro para não o darmos em adoção: a família tinha crianças pequenas, o pátio era pequeno, ou próximo de uma rodovia, ou a pessoa o queria apenas para cão de guarda, etc...
E foi um episódio de maus-tratos em nosso condomínio, pelo próprio síndico que chutou várias vezes o Branco e o ameaçou de morte, caso chegasse próximo a sua casa, foi o que nos fez querer ficar com ele para sempre. O Branco costumava sair para fazer xixi no condomínio, sempre de focinheira, pois ele ainda não consegue se relacionar bem com outros cães. Ocorre que o cachorro do síndico, partiu para cima do Branco, e este veio pedir ajuda para mim, chorando, já que estava sendo mordido. Porém, o síndico, como conhecia a fama do Branco, acreditou que era este quem estava mordendo o seu cachorro e na minha frente, começou com chutes e pontapés, ameaçando o cachorro de morte com um facão! O Branco saiu correndo ganindo e foi procurar o apoio do meu marido que estava na garagem entretido, ouvindo o barulho do motor da moto que estava consertando, e por isso não tinha ouvido nada.
Os vizinhos que presenciaram a cena ficaram desconcertados, e eu mais ainda, tanto que não consegui dizer nada a não ser: - Ele está de focinheira, por favor, pare com isso! Mas, depois soube que o ex-síndico tem um problema de auto-controle, e aí entendi tudo. Só não fui fazer um B.O. para não causar mais transtorno no condomínio, mas foi um episódio horrível, que não gosto de lembrar. Graças a Deus o Branco é um cachorro muito forte, e ficou dolorido, mas levado ao veterinário verificou-se por RX que nada houve com ele.
Logo após, houveram outros episódios de brigas de cachorro no condomínio (inclusive com cães muito machucados) porém, tais brigas foram entre cães cujos donos são pessoas civilizadas. Isto provou quem era o animal irracional no condomínio, e apenas um morador atualmente se relaciona com o ex-síndico, com quem tentamos falar logo após o episódio, e para nossa surpresa ele bateu a porta em nossa cara! O incrível é que nós éramos a parte ofendida! E a esposa dele ainda me falou com um tom de sarcasmo: - Também, convenhamos, trazer um viralatas para dentro do nosso condomínio! Como se um viralatas não fosse um cão digno de ser bem-tratado, como se a culpa de tudo fosse o fato dele ser viralatas! Nada falei, porque achei o comentário tão descabido que nem valia a pena retrucar.
Graças a Deus tivemos apoio de todos os moradores, e desde então, decidimos que o Branco era nosso e ponto final.
Hoje, 1 ano e meio depois que meu marido o trouxe para casa, ele pede carinho, dá a barriguinha, chora para entrar na sala, quando fica bem feliz deitado no tapete em frente a lareira, e sai para passear com meus outros yorkies normalmente na rua.
Não lembro quando foi a última vez que teve um ataque, e se está chovendo e ele sai para fazer xixi na rua, quando volta, fica esperando que sequemos seu pelo, todo feliz abanando o coto do rabo.
Não vivo mais sem o meu Gordo! Ele era tão magro quando chegou, porém a castração e a boa alimentação fizeram com que ficasse um tantinho assim acima do peso.
Agora só falta nos mudarmos para uma casa com um terreno só nosso, para que nossa felicidade seja completa. Tudo em benefício do Gordo! Um integrante da família que conquistou o seu espaço, pela mudança de comportamento, que julgamos ser única e exclusivamente fruto do AMOR e PACIÊNCIA que dedicamos a ele.
Silvia Figueiredo
Gramado-RS

Abaixo assinado em respeito e defesa da vida animal !

Gostaríamos de agradecer, em nome dos animais, pela imensa colaboração em prol do Código Federal de Bem-Estar Animal. Já passamos de 390 mil assinaturas! Precisamos continuar demonstrando a força das pessoas que amam e defendem os animais, pedindo urgência para a aprovação deste Projeto de Lei de autoria do Deputado Ricardo Tripoli, através do abaixo-assinado.

Se você ainda não assinou, poderá fazê-lo agora e contribuir por uma nobre causa em Defesa da Vida. Se você já assinou, gostaríamos de agradecer mais uma vez e pedir que nos ajude a divulgar o abaixo-assinado. www.leideprotecaoanimal.com.br

Precisamos de 500 mil assinaturas!
Participe! Traga seus familiares, amigos, colegas!
Os animais não dominam nossa linguagem, não escrevem, não votam.
Nós falamos, lutamos, e temos força para defendê-los!

Pela aprovação do Código Federal de Bem-Estar Animal

Projeto de Lei 215/2007, de autoria do Deputado Tripoli